(Globo com raiva de evangélicos) Novela I Love Paraisópolis vai mostrar evangélicos agredindo menina umbandista


O caso da agressão sofrida por uma menina umbandista no Rio de Janeiro vai inspirar um episódio da novela I Love Paraisópolis, da TV Globo. No folhetim, os responsáveis pelo ato de intolerância serão evangélicos.
A inspiração para a crítica aos evangélicos na novela pode ter surgido no caso da menina Kaylane, que foi agredida por estar vestida com trajes religiosos da umbanda. O ataque foi atribuído pelas vítimas e a mídia a um grupo de evangélicos, que nunca foi identificado.
Na cena, que irá ao ar no feriado de 12 de outubro, a personagem Lilica, interpretada por Thainá Duarte (foto), vai ser insultada quando estiver a caminho de casa após ser batizada em um centro de umbanda, segundo informações do site Notícias da TV.
A agressão, inicialmente será verbal: “Sua macumbeira! Não tem vergonha, não? Vai pro terreiro fazer despacho e ainda leva a filha!”, gritará um dos extremistas que a novela vai chamar de evangélicos, dirigindo-se à personagem Deodora, vivida por Dani Ornellas.
A jovem Lilica, assustada, vai ficar sem entender: “Quem são essas pessoas, mãe?”, questionará. Deodora, então, vai adotar uma postura de defesa: “Não diz nada, filha. Não aceita provocação”.
Os agressores, porém, continuarão com insultos e Lilica levará uma pedrada: “Nós vamos fazer justiça, em nome de Jesus!”, dirá um dos extremistas, atirando uma pedra contra a jovem.
“Seus loucos! O que vocês fizeram com a minha filha?”, dirá Deodora, desesperada ao ver Lilica sangrando.
As agressões serão interrompidas por outra evangélica, Eva, interpretada pela atriz Soraya Ravenle. “Vocês deviam limpar a boca antes de falar em Jesus. Eu sou evangélica, mas tenho vergonha de gente como vocês. Vocês não merecem ser chamados de evangélicos. Cristão de verdade não tem essa atitude covarde”, dirá Eva.
Acompanhada de Paulucha (Fabiula Nascimento), Eva coloca os agressores para correr: “Calma, Paulucha. Violência não leva a nada. Eu vou é ligar pra polícia. Intolerância religiosa é crime. No templo que eu frequento, o pastor sempre repete isso. Saiam daqui. Já!”, dirá.
A crítica, válida, à intolerância religiosa, poderá ser interpretada como tendenciosa por evangélicos que acompanham a novela, pois leva à ficção um caso de agressão na vida real que foi amplamente repudiado pelas lideranças evangélicas do país, apesar da falta de provas sobre os autores.
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Sobre David Primo

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